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Fepronor, de Bragança, ocupa o 1.º lugar |
De há uns anos a esta parte, a Fepronor vinha a integrar anualmente o lote das melhores 1500 PME's. No entanto, no último ranking organizado pelo DN, a Fepronor ultrapassou todas as expectativas e surpreendeu- nos a todos conseguindo o primeiro lugar do ranking das melhores PME's do país e o 66.º lugar no ranking geral. Os critérios adoptados pelo DN para a elaboração do seu ranking foram 9, alinhados em 3 grupos: crescimento, produtividade e rentabilidade. Segundo o próprio DN, "a empresa Fepronor, fabricante de estruturas metálicas, surge como a PME com melhor desempenho graças aos seus excelentes resultados nos critérios de produtividade e à sua regularidade em crescimento e rentabilidade." A Fepronor é uma empresa ainda relativamente jovem, tendo iniciado funções apenas em Janeiro de 1996. O seu fundador foi o seu actual proprietário, Luís Manuel Afonso Gonçalves, que já trabalhava no sector da construção civil, tendo na altura um Gabinete de Projectos e Consultadoria. Desde então para cá, e depois de um primeiro ano pouco auspicioso, todos os anos tem vindo a crescer em termos de volume de vendas, passando de 291.618,26 euros (cerca de 60 mil contos), em 1996, para 17.633.116,99 euros (cerca de 3,5 milhões de contos), em 2005. No ano de 2006, segundo informações do seu único proprietário, o volume de vendas volta a crescer, devendo atingir a cifra dos 20 milhões de euros (4 milhões de contos). O facto mais assinalável e aquele que esteve na base da classificação obtida, reside na produtividade da empresa, porquanto apenas com 15 trabalhadores consegue um volume de vendas a rondar os 20 milhões de euros. A justificação para este facto está na sofisticada maquinaria de que a empresa dispõe e que tem vindo a ser actualizada praticamente todos os anos. Segundo o seu proprietário, a Fepronor dispõe de uma máquina que é a única no país, havendo muito poucas em toda a Península Ibérica.
Pequenas e Médias Empresas: o que sãoQual o critério para considerar uma empresa no grupo das PME's? Segundo fomos informados, são vários os critérios utilizados para classificar uma empresa no grupo da deles tem a ver com o número de empregados, que não pode ultrapassar os 250. Em segundo lugar, o volume de vendas não pode ir além dos 50 milhões de euros. Excelente performance em termos de produtividadeA Fepronor começou com 8 trabalhadores e neste momento possui 15. Uma das razões do primeiro lugar da Fepronor reside precisamente no facto de com tão poucos trabalhadores conse- guir o volume de vendas que tem vindo a registar. Segundo o seu proprietário, a produtividade conseguida deve-se a dois factores: aposta no equipamento e entrega absoluta dos seus trabalhadores que vestiram a camisola da empresa como se fosse deles, nunca regateando esforços para conseguir a entrega das encomendas dentro dos prazos previstos e contratualizados. Empresa sem vendedores na ruaNão deixa de ser curioso o facto de a Fepronor não ter vendedores na rua. Segundo Luís Afonso, de início ele próprio teve de partir à procura dos clientes e, depois disso, tem sido a qualidade do trabalho feito a trazer novos clientes. Mercado de Bragança representa um por centoA Fepronor, apesar de sediada em Bragança, com todas as vantagens que isso traz à região, é com as empresas de fora do distrito que realiza a maior parte dos seus negócios. Basta dizer que o mercado de Bragança representa apenas 1% do volume total de negócios da Fepronor. Aliás a Fepronor só tem conseguido crescer à custa da sua expansão, não apenas para fora do distrito, mas também para fora do país, sendo que neste momento cerca de 50% das suas vendas já são feitas para Espanha. Fepronor presente em grandes empreendimentosA Fepronor, ao fornecer os maiores grupos do país na área das Obras Públicas e da Construção Civil, tem estado presente nalgumas das maiores obras de engenharia do país. É a Fepronor, por exemplo, que está a fornecer as construtoras dos canais de regadio da Barragem do Alqueva. Em Espanha, a Fepronor também está presente em grandes obras, desde a Corunha a Madrid e um pouco por toda a Espanha. |
| 21/11/2006 in A Voz do Nordeste |
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