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Luís Gonçalves contraria os problemas trazidos pela
interioridade com a qualidade do serviço |
Quando Luís Gonçalves criou a Fepronor, em 1996, enveredou pela produção industrializada de armaduras de ferro para construção civil. O empresário sentiu que havia um mercado por explorar, pois aquele produto não era fabricado a norte do Porto. A sua empresa, de Bragança, dedica-se à transformação e comercialização de produção siderúrgica e de ferro pronto.
Esta unidade enfrenta a desacelerarão do mercado imobiliário e a flutuação do preço do aço, matéria-prima na base do seu processo produtivo. Por isso, Luís Gonçalves tenta acompanhar os grandes investimentos nacionais, nomeadamente obras públicas. A Fepronor está presente em projectos de construção de estradas, como o IC6 e a concessão do Douro Litoral Norte. Também participou no reforço de potência da Barragem de Bemposta. Em paralelo, o mercado a concentrar as atenções é Espanha, país em que a empresa desenvolve esforços de prospecção de novas obras e parcerias.
Contornar problemas
"Não nos podemos queixar de um decréscimo de facturação, mas, sim, de um decréscimo acentuado no preço médio do aço que ronda 40%, que se reflecte no volume de negócios da firma", explica o fundador. Constrangimentos a que se juntam a localização da empresa, em Bragança, longe dos centros de decisão. Por isso, o fundador da Fepronor assume a qualidade do serviço prestado e o cumprimento de prazos como factores importantes no sucesso do negócio.
Desempenho comprovado pelo aumento dos resultados líquidos em 60,8% ao passar, entre 2007 e 2008, de 1,7 milhões de euros para 2,7 milhões. No ano passado as vendas cresceram 17%, uma evolução de 30,3 milhões de euros para 35,5 milhões.
Resistência à crise
O investimento realizado em anos anteriores amparou os efeitos da crise. "Temos uma estrutura bem implementada, que passa por uma linha de produção com as mais avançadas máquinas do sector de transformação do aço." A isto junta-se "uma frota de transporte recente, equipamento administrativo com a tecnologia necessária e, acima de tudo, recursos humanos motivados para as exigências do mercado", destaca o empresário.
A evolução da empresa foi sustentada na "dedicação e trabalho", que se reflecte "na total disponibilidade na prestação de serviço aos clientes", constata Luís Gonçalves. "Tentamos sempre cumprir com os nossos compromissos, dentro dos prazos contratuais e de uma forma séria com todo o profissionalismo que é exigido", acrescenta o engenheiro gestor.
Para 2010 já está confirmada a presença da Fepronor na construção da auto-estrada Transmontana, perspectivando-se ainda a participação nas obras da Barragem do Sabor. O aumento da produtividade exigiu o alargamento das instalações da fábrica. Actualmente, a Fepronor ocupa três pavilhões com uma área coberta de 4,2 mil metros quadrados. Em 2009, houve um reforço na formação dos recursos humanos e está em fase de conclusão a certificação da qualidade.
Quadro de Honra
Empresa do interior repete vitória no sector.
| 1000 PME |
Empresa |
Pontos |
| 1 |
56 |
Fepronor |
544 |
| 2 |
118 |
Fundilusa |
482 |
| 3 |
289 |
Incompol |
283 |
| 4 |
367 |
Metaloviana |
381 |
| 5 |
221 |
O Feliz - Metalomecânica |
288 |
As melhores ano a ano.
| 2009 |
Fepronor |
| 2008 |
Fepronor |
| 2007 |
Haironville |
| 2006 |
Jacinto Marques de Oliveira |
| 2005 |
Zollern & Comandita |
Texto: Andreia Fernandes Silva
Foto: Rui Gomes |