Quando Luís Gonçalves fundou a Fepronor, em 1996, o mercado da construção e obras públicas não sentia as dificuldades que se sentem hoje. No entanto, os primeiros anos desta que é hoje, uma das duas únicas PME Excelência de Bragança, não foram fáceis.
"No início, tivemos algumas dificuldades em singrar no mercado. Não começámos logo a trabalhar directamente com uma siderurgia, inicialmente comprávamos o material aos armazenistas. O ponto de viragem deu-se quando ganhámos uma grande obra da Somague", explica o responsável, referindo ainda "um crescimento exponencial" que a Fepronor viveu a partir do momento em que começou a fornecer material para algumas das maiores construtoras do país.
As instalações da Fepronor também foram acompanhando este crescimento. Se inicialmente, a área era apenas de cerca de 800 metros quadrados, ao fim de três anos começaram as ampliações. Hoje, a empresa detém uma área de cerca de 11 mil metros quadrados, que inclui três pavilhões adjacentes.
Apesar de a cidade de Bragança não ser uma das localizações mais privilegiadas em termos de indústria, a vantagem de estar muito próxima do mercado espanhol trouxe à Fepronor a possibilidade de conseguir entrar nesse mercado com muita competitividade e de "lá ter feito algumas obras de relevo", explica Luís Gonçalves. Em Espanha, a Fepronor participou em obras como as ampliações da fábrica da Michelin, nos parques de estacionamento do aeroporto de Barajas, em Madrid, e no Dolce Vita Coruña.
A empresa também se foi impondo no mercado nacional. "Produzimos, por exemplo, muitas armaduras em ferro para os estádios do Euro 2004. Hoje, temos obras de Norte a Sul do país. Apesar de, nos dias que correm, as obras públicas serem muito poucas, na actualidade temos fornecido material para algumas das grandes obras em curso, nomeadamente a barragem do Tua e de Venda Nova, Aproveitamento Hidroeléctrico da Barragem Baixo Sabor - Viadutos, Auto Estrada Transmontana. Só na barragem de Bemposta, temos 7 mil toneladas de aço e na A4 temos fornecido até ao momento 20 mil toneladas", atenta Luís Gonçalves.
Por detrás do sucesso da Fepronor está "uma equipa pequena, de 16 colaboradores, mas com uma grande capacidade de trabalho, aliada à tecnologia avançada, que nos permite produzir muito material e sermos mais competitivos". A empresa assegura também a logística do produto, possuindo 6 viaturas. |